Saiba mais sobre os três Reis Magos: testemunhas da natividade

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Os Reis Magos são testemunhas da natividade de Cristo.

Quando montamos o presépio, a representação da natividade de Jesus, três imagens destoam das demais: são homens altos, de fisionomia diferente entre si, roupas de muito luxo e presentes nas mãos. Sãos os Reis Magos, testemunhas da natividade. Mas, quem eram aqueles homens? É isso que vamos descobrir a partir de agora.

Simbologia dos Reis Magos para a natividade de Jesus

Antes de tudo, é importante lembrar que, no contexto bíblico, a palavra “mago” não se refere a bruxos ou a algo do tipo, mas a pessoas dotadas de extrema sabedoria em astrologia, a sacerdotes. Melchior, rei da Pérsia; Baltazar, rei da Arábia e Gaspar, rei da Índia, são citados apenas no Evangelho segundo São Mateus. De acordo com o evangelista, os reis magos teriam vindo do Oriente para venerar o Cristo, “nascido Rei dos Judeus”.

Ainda de acordo com São Mateus, os reis magos teriam seguido uma bela e intensa estrela que cruzava o céu de Belém. “E vendo a estrela, alegraram-se eles com grande e intenso júbilo” (Mateus 2:10). Este encontro dos sábios com o Menino cumpriu uma profecia que dizia “Os reis de toda a terra hão de adorá-Lo” (Salmo 71:11).

A presença dos reis magos na cena da natividade de Jesus traz outra importante leitura: o Menino foi rejeitado pelo poder constituído em sua terra natal, mas venerado por pessoas sem títulos, estrangeiras, não judias e, por isso, rejeitadas. Tal fato, lido pela ótica da fé, mostra que a mensagem de Jesus seria universal, sem fronteiras.

Estas três importantes testemunhas da natividade só tiveram seus nomes conhecidos cerca de 800 anos depois do nascimento de Jesus. Cada nome tem um significado:

  • Melchior é o “rei da luz”;
  •  Gaspar é “o branco”;
  • Baltazar o “senhor dos tesouros”.

Já o título de “rei” veio mais tarde, cerca de três séculos depois do nascimento, para confirmar outra importante profecia do Salmo 72 que diz que “Todos os reis cairão diante dele”. Os restos mortais encontram-se atualmente na Catedral de Colônia, na Alemanha.

Os presentes dos Reis Magos na natividade de Jesus

De acordo com a tradição, Melchior, Baltazar e Gaspar viajaram por muito tempo com suas comitivas até se encontrarem e, deste ponto, seguirem juntos, sempre orientados pela estrela, no caminho que os levaria ao encontro do Menino Jesus.

Cada um deles levava consigo um presente: ouro, incenso e mirra. Mas, o que tais presentes seriam úteis para uma criança recém-nascida em condições tão precárias como Jesus? O Papa Emérito Bento XVI tem uma explicação: “(...) segundo a mentalidade em vigor nessa época no Oriente, [o outro, o incenso e a mirra] representam o reconhecimento de uma pessoa como Deus e Rei: ou seja, são um ato de submissão. Querem dizer que a partir daquele momento os doadores pertencem ao soberano e reconhecem a sua autoridade".

Em linhas gerais, o ouro corresponde à realeza; o incenso era usado nos sacrifícios a Deus (elevando a Ele as orações) e a mirra para o embalsamento dos corpos (torna-lo incorruptível diante dos pecados). Mas em sentido bíblico, tais presentes dados pelos Reis Magos a Jesus, quando de Sua natividade, ganham outros significados:

  • Ouro: que Ele é rei, que possui sabedoria;
  • Incenso: que Ele é Deus, pois as orações são elevadas a Ele;
  •  Mirra: que Sua carne é mortal, mesmo sendo Deus.

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