Os pilares da Igreja: São Pedro e São Paulo

Imagem Os pilares da Igreja: São Pedro e São Paulo

O mês de junho é encerrado na Igreja Católica com uma Solenidade muitíssimo importante para sua história e para a fé de todo povo. Nela, se celebram dois pilares: São Pedro e São Paulo.

São Pedro e São Paulo não foram contemporâneos, mas estão estritamente ligados pela devoção e entrega de suas vidas ao projeto salvífico de Deus. Por suas histórias, são considerados os “cabeças dos apóstolos” por terem sido os líderes do início de nossa Igreja e testemunhas da fé pela pregação e ardor missionário.

Nas palavras do Papa Emérito Bento XVI, “(...) a tradição cristã tem considerado São Pedro e São Paulo inseparáveis: na verdade, juntos, representam todo o Evangelho de Cristo”.

São Pedro, o primeiro Papa

Chamado por Jesus para abandonar sua vida de pescador e segui-Lo, São Pedro esteve presente nos momentos mais importantes da vida do Mestre.

De início fraco na fé, São Pedro negou a Jesus na noite que antecedeu Sua crucificação, mas foi em um questionamento feito por Jesus aos discípulos que São Pedro foi elevado a líder da Igreja que seria fundada por Jesus com sua Paixão e Morte: “’E vós quem dizeis quem eu sou?’ Simão Pedro respondeu: ‘Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!'. Diante da resposta de Pedro, inspirada por Deus, Jesus lhe declara: ‘Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja’” (Cf. Mt 16,15-18).

Estudos recentes mostram que São Pedro pode ter sido fonte de informação para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.

Morreu também crucificado, mas de cabeça para baixo, pois não se sentia digno de sofrer de igual maneira a seu Mestre.

São Paulo, o “Apóstolo dos Gentios”

Fariseu, São Paulo foi exímio perseguidor dos cristãos. Mas sua vida mudou, quando foi vítima de um acidente com cavalo a caminho de Damasco. Neste momento, o próprio Senhor apareceu a São Paulo e o chamou para o apostolado, recebendo o batismo no Espírito Santo para início de sua missão.

            A partir de então São Paulo fundou muitas comunidades, pregando o Evangelho e sendo testemunha viva e fiel. São Paulo não teve acesso ao Evangelho da forma como o conhecemos, mas ele mesmo confessa ter recebido os ensinamentos que transmitia às comunidades nas Epístolas (cartas) do próprio Jesus, como podemos ver em 1ª Cor 7, 10: “Eu recebi do Senhor o que vos transmiti”.

A alcunha de “Apóstolo dos Gentios” pode ser encontrada no final de Atos dos Apóstolos: “Aos gentios foi enviada a salvação que vem de Deus” (28, 28). O ano de 2009 foi decretado como o “Ano Paulino”.

Pela sua missão foi condenado à morte por decapitação.

Ao celebrar São Pedro e São Paulo também se comemora o Dia do Papa

A palavra “Papa” vem do Latim e tem como significado “Papai”, a maneira mais afetuosa com a qual podemos nos referir ao nosso pai. E é assim que o líder da Igreja Primitiva era chamado.

O Dia do Papa não existiria sem a existência da celebração de São Pedro e São Paulo, mais especificamente a São Pedro, pois foi o primeiro Papa da Igreja escolhido por Jesus.

Por isso, ao rezarmos no dia 29 de junho a São Pedro e São Paulo, voltemos nossa oração também ao Papa, para que seu ministério seja profícuo para nossa Igreja e para que também seja instrumento para a conciliação do mundo e promoção da paz.

Nesta celebração faz-se a Coleta do Óbolo de São Pedro, cujo resultado é usado para socorrer, em nome da Igreja do mundo inteiro: as vítimas da fome; de enchentes, tornados e guerras.

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