2022: Ano para clamar o Santíssimo Nome de Jesus

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A Igreja celebra com grande alegria neste mês de Janeiro o Santíssimo Nome de Jesus, nome este que está acima de todos os outros nomes e que possuí infinito poder por se tratar da segunda pessoa da Santíssima Trindade, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Deus feio homem. 

 A Invocação ao Nome de Jesus é antiquíssima, sua divulgação contou com a grande influência dos Padres do Deserto.

Uma primeira forma de uma oração com este nome foi mencionada por São Diádoco de Foticeia, monge asceta da Grécia no início do século V.

A mesma prece foi depois inserida na coletânea de textos espirituais conhecida como Filocalia (ou Philokalia), que veio a se tornar um livro básico da tradição cristã oriental.

A devoção ao Santíssimo Nome de Jesus já existia na Igreja desde o seu início, contudo, ela teve uma maior propagação como uma comemoração litúrgica no século XIV. Nessa ocasião ela foi difundida sobretudo por São Bernardino de Sena, que ensinava:
“Este é aquele santíssimo nome desejado pelos patriarcas, esperado com ansiedade, suplicado com gemidos, invocado com suspiros, requerido com lágrimas, dado ao chegar a plenitude da graça”.

A festa do Santíssimo nome de Jesus começou a ser celebrada em Camaiore di Luca, na Itália, logo depois de aprovada para a Ordem dos Franciscanos (1530).

Sob o pontificado de Inocêncio XIII (1721) a devoção foi estendida para toda a Igreja. 

 

O nome JESUS

O nome “Jesus” vem do latim “Iésus”, procedente do grego “Iesous”, que, por sua vez, se origina do hebraico “Jeshua” ou “Joshua”, duas variantes da expressão “Jehoshua”, que quer dizer “Deus é Salvação”.

O monograma grego IHS que traz três letras do nome Jesus tornou-se uma interpretação piedosa que não mais considerava IHS como sendo as três letras iniciais do Nome de Jesus, mas as entendia com sendo uma sigla latina assim interpretada:
“I” como Iésus (Jesus); “H” como Hóminum (dos homens) e “S” como Salvátor (Salvador), ou seja, “Iésus Hóminum Salvátor”, “Jesus Salvador dos Homens”.

Este monograma acabou sendo adotado por Santo Inácio de Loyola como emblema dos padres jesuítas por ele fundados.

 

Devoção com profundas raízes bíblicas

O próprio Deus revelou o Nome JESUS a ser imposto ao Verbo Encarnado, para significar a sua missão de Salvador do gênero humano.

Já na anunciação Nossa Senhora ouviu do Anjo:
“Não temas Maria, pois encontraste graça diante de DEUS. Eis que conceberás e darás a luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS. Ele será grande e chamar-se-á FILHO DO ALTÍSSIMO, e o Senhor DEUS lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó e o seu reino não terá fim.” (Lc 1, 30-34)

São Paulo recomendava:

Ao Nome de JESUS todo joelho se dobre no céu, na terra e nos abismos; e toda língua proclame, para glória de DEUS PAI, que JESUS CRISTO é Senhor! (Fl 2,10s)

Ainda vemos nos Evangelhos:

“Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em MEU NOME, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados” (Mc 16,17-18).

“O que pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo dará” (Jo 16,23).

Em nome de Jesus, os Apóstolos deram força aos aleijados (At 3,6; 9,34) e vida aos mortos (At 9,40).
A Igreja costuma terminar as suas orações com as palavras “Por Jesus Cristo, nosso Senhor”, cumprindo assim o que escreveu São Paulo: “Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos” (Fl 2,10).

 

 

 

Fonte: https://gaudiumpress.org/content/100260-3-de-janeiro-celebracao-do-santissimo-nome-de-jesus/

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